DEFINIÇÕES E LEGISLAÇÕES DE ÁGUA MINERAL
Segundo a Resolução RDC n° 274, de 22 de setembro de 2005 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a definição de água mineral é: a água obtida diretamente de fontes naturais ou por extração de águas subterrâneas. É caracterizada pelo conteúdo definitivo e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes considerando as flutuações naturais.
Os oligoelementos são partículas químicas – metais ou metalóides – cujos grupamentos são necessários em pequenas quantidades no corpo de um organismo (geralmente 100 partes por milhão). São denominados, também, micronutrientes ou compostos. Os oligoelementos existem em todas as águas - potáveis, minerais e marinhas. A água da chuva, ao atravessar a atmosfera se carrega, ainda que escassamente, de oligoelementos no seu despenho das nuvens ao solo. Principais oligoelementos existentes nas águas minerais: bismuto, boro, bromo, cádmio, cobalto, cobre, estanho, estrôncio, gálio, germânio, iodo, lítio, manganês, selênio, titânio, tungstênio, vanádio e zinco. A água mineral bioleve é considerada uma água oligomineral, pois contém diversos tipos de sais, todos em baixa concentração.
Os sais minerais são elementos que desempenham diversas funções essenciais no organismo, tanto como íons dissolvidos em líquidos orgânicos como constituintes de compostos essenciais.
Segundo a Portaria Nº 374, de 08 de outubro de 2009 do Departamento Nacional de Produção Mineral DNPM, a captação é um ponto de tomada superficial ou subterrânea de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa ou destinada para fins balneários de um aquífero, envolvendo o conjunto de instalações, construções e operações necessárias visando o aproveitamento econômico das referidas águas. A captação deverá ser construída de modo a preservar as propriedades naturais (químicas e físico-químicas) e microbiológicas (higiênico-sanitárias) da água a ser captada e impedir a sua contaminação.
A NSF - National Sanitation Foundation, dos Estados Unidos da América é a Organização Líder Mundial em Segurança Alimentar e Proteção da Saúde Pública. A NSF Internacional é uma das mais respeitadas instituições norte-americanas. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1944.
É a certificação de qualidade, conforme exigências do FDA - Food Drug Administration dos E.U.A. e pela OMS - Organização Mundial da Saúde. Especializada no desenvolvimento de padrões, testes e certificação de qualidade nas áreas de saúde pública, segurança alimentar e proteção ao meio ambiente.
Os programas de certificação NSF são aceitos e frequentemente requeridos pelas entidades de saúde pública de todo o mundo. Mais do que um reconhecimento à bioleve, a certificação coloca a cidade de Lindóia, o Estado de São Paulo e o Brasil entre os renomados grupos com o selo NSF.
Para obter a certificação da NSF a empresa passa por um rigoroso processo. Nossa certificação aconteceu em duas etapas principais:
• Primeiramente, nossa água mineral foi analisada nos Estados Unidos. Foram 180 parâmetros de análise física, química e microbiológica. Essa análise comprovou a qualidade da água como sendo de nível internacional.
• Numa segunda etapa, os técnicos da NSF fizeram uma inspeção in loco, averiguando nossas instalações e processos de envase, comprovando que adotamos normas e controles de qualidade aprovados pelos mercados internacionais.
Essas duas etapas são repetidas anualmente, para que possamos manter o selo da NSF.
O Programa de certificação exige que a bioleve cumpra e mantenha os rigorosos padrões internacionais impostos pela NSF. A água mineral bioleve continuará sendo testada e inspecionada periodicamente pela NSF, juntamente com a planta e o processo de envase.
Essas práticas são constantes na bioleve, seguindo os programas de qualidade com análises diárias em nosso laboratório e análises semanais no Instituto Adolfo Lutz de amostras coletadas diretamente nos distribuidores. A certificação veio ao encontro de nossa missão quanto à qualidade, buscando sempre superar as expectativas dos nossos consumidores.
Não. A legislação que regulamenta a água de abastecimento público (torneira) é a PORTARIA DE CONSOLIDAÇÃO Nº 5, DE 28 DE SETEMBRO DE 2017 Consolidação das normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde.
O PET – Polietileno Tereftalato é uma resina aprovada para uso em diversos alimentos e inclusive a água mineral. Na bioleve, o processo utilizado para a fabricação de garrafas com a resina PET é dado pela sua bio-orientação. As garrafas de PET ficam armazenadas em paletes protegidos por plástico (strech) até o momento de sua utilização no envase ou são transportadas diretamente para o envase.
Resíduo de evaporação é o residual que sobra após a total evaporação da água (H2O) e está relacionado com o teor de minerais. Quando esse item mostra menos que 50mg/l a água pode ser considerada como muito pouco mineralizada; se mostrar mais de 1500mg/l ela pode ser vista como excessivamente rica em minerais, não sendo recomendada para consumo diário.
A água mineral bioleve possui pequena quantidade de sais minerais na sua composição e seu resíduo de evaporação é de 112,70 mg/l, sendo recomendada para uso diário sem contraindicações.
A dureza é definida como a dificuldade de uma água em dissolver (fazer espuma) sabão pelo efeito do cálcio, magnésio, Fe, Mn, Cu, Ba e outros.
A radioatividade é a presença do elemento químico radônio na água. Ela só é detectada quando de sua surgência, ou seja, na fonte, conferindo a água características terapêuticas classificando-a de acordo com a legislação específica. A água envasada não possui a radioatividade encontrada no momento de sua captação.
INFORMAÇÕES PRESENTES NO RÓTULO
As análises físico-químicas dizem que a água mineral bioleve possui um bom equilíbrio de sais, sendo, por isso, classificada como leve. O seu pH em torno de 7,0, favorece ainda mais a leveza e maciez da água. As análises físico-químicas servem para classificar as águas. A bioleve é classificada como "Água mineral fluoretada".
pH significa potencial de hidrogênio. É a concentração de íons hidrogênio (H +) na água. O pH é utilizado para verificarmos o quão ácida ou básica (também chamada de alcalina) é uma solução, e varia em uma escala de 0 à 14. O pH das águas minerais podem variar bastante, em função da passagem ou não por rochas de diferentes composições durante sua filtração e formação. Valores abaixo de 7 e próximos de 0, indicam um aumento da acidez, enquanto que, valores acima de 7 e próximos de 14 indicam um aumento da basicidade (ou alcalinidade).
Á Água Mineral Natural bioleve tem pH em torno de 7,0 (neutro), portanto, é considerada como uma água neutra, o que colabora muito com seu sabor, leveza e maciez. NOTA: Alcalinidade representa a capacidade que um sistema aquoso tem de neutralizar ácidos a ele adicionados.
Não há restrições com relação a sua potabilidade, mas recomenda-se avaliação médica quanto maior o nível de acidez ou alcalinidade.
Não. O pH não pode ser um indicador de potabilidade pois ele varia muito de acordo com a passagem da água por rochas de diferentes composições, ou seja, rochas cálcicas, magnesianas, bicabornatadas e outras, sendo frequente encontrarmos águas minerais com diferentes valores de pH.
Condutividade elétrica é a capacidade que uma água possui de conduzir corrente elétrica e está relacionada com a presença de íons na água. Íons são partículas carregadas eletricamente, portanto, quanto maior a quantidade de íons, maior a condutividade. A condutividade elétrica tem relação proporcional ao teor de sais dissolvidos na água, podendo os mesmos serem estimados pela condutividade. A Condutividade Elétrica pode variar de acordo com a temperatura e a concentração total de substâncias ionizadas dissolvidas e é expressa em MHOS/cm ou μS/cm.
É a temperatura da água na fonte. As águas subterrâneas tem uma amplitude térmica pequena, isto é, sua temperatura não é influenciada pelas mudanças da temperatura atmosférica. A água da bioleve tem temperatura em torno de 22,0 °C na fonte.
A cor de uma água é consequente de substâncias dissolvidas, quando pura e em grandes volumes é azulada. A água mineral pode ter cor máxima de 5 u.H (unidade de escala Hazen).
Turbidez é a medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certa quantidade de água. Ela é causada por matérias sólidas em suspensão, como por exemplo, argila e material orgânico. A turbidez da água mineral é de no máximo 5,0 u.T. (unidade Jackson ou nefolométrica de turbidez).
Não existe uma água igual a outra porque seu conteúdo de sais minerais tem origem em função dos tipos de rochas por onde são filtradas. Influenciam também na sua composição, a radioatividade e temperatura de cada fonte.
A Água Mineral bioleve é classificada como leve, devido ao seu pH neutro, seu baixo resíduo de evaporação e a presença de oligominerais, ou sejam, diversos tipos de sais minerais presentes em pequenas quantidades.
Os teores minerais em uma água são constantes. O que pode ocorrer são pequenas variações entre os valores medidos por alguns testes, do que os que estão declarados no rótulo, devido a diversidade dos aparelhos e marcas para verificação da composição química. O que é observado frequentemente é que os valores dos testes e do rótulo são bem próximos.
ÁGUA MINERAL E SAÚDE
O flúor presente na água mineral natural bioleve não é adicionado, é natural. A concentração de flúor, que se encontra na água, na forma de fluoretos, é considerada bem abaixo das concentrações limites recomendadas, podendo ser consumida sem restrições.
Sim. O flúor é necessário para prevenção contra as cáries, quando utilizado na higiene bucal. Contudo, para ingestão, a legislação vigente recomenda que não ultrapasse 1,0 mg/l, pois o excesso pode causar fluorose dental, que é observado pelo aparecimento de pontos brancos nos dentes, especialmente em crianças de 0 a 7 anos de idade. A concentração de flúor na água mineral bioleve, é encontrada na forma de fluoretos e sua concentração é muito abaixo das concentrações máximas permitidas.
As águas tratadas podem conter fluoretos naturais, provenientes do manancial de origem, ou através da adição artificial em concentrações controladas. Normalmente, as águas de abastecimento público, recebem a fluoretação artificial.
A legislação vigente recomenda que de acordo com as concentrações de fluoretos presentes seja colocado no rótulo as seguintes definições:
• "Contém fluoreto", quando o produto contiver mais que 1 mg/L de fluoreto;
• "O produto não é adequado para lactentes ou crianças com até sete anos de idade", quando o produto contiver mais que 2 mg/L de fluoreto;
• "Fluoreto acima de 2 mg/L, para consumo diário, não é recomendável", quando o produto contiver mais que 2 mg/L de fluoreto.
A classificação é "água mineral natural fluoretada" sendo uma água leve, pH em torno de 7,0 (neutro), e não agride o sistema digestivo. A água mineral bioleve, traz importantes benefícios:
• É um repositor hidroeletrolítico natural e ao contrário dos repositores artificiais, o natural é indicado também para consumidores de vida sedentária;
• A presença de cálcio, auxilia na saúde do sistema cardiovascular e age como tranquilizante natural. O cálcio promove também mais saúde aos dentes e ossos;
• Colabora para evitar câimbras, veicula nutrientes para produção da energia celular e delas retira as toxinas;
• Auxilia no controle corpóreo da temperatura e na substituição das águas das células;
• A presença de magnésio auxilia no combate a tensão e a depressão; é indispensável na conversão do açúcar do sangue em energia; previne a formação de depósitos de cálcio e de pedras nos rins e colabora no funcionamento saudável dos nervos e músculos.
Não. A água bioleve é uma água caracterizada como leve, devido à presença de sais minerais e oligominerais em baixas concentrações e o pH ser neutro, em torno de 7,0, sendo uma água recomendada desde a infância até idosos sem restrições.
Não há qualquer contra indicação para o consumo da água bioleve, devido à baixa concentração de sais.
QUALIDADE E CUIDADOS COM O PRODUTO ÁGUA MINERAL
Não, a água mineral é um produto natural totalmente livre de conservantes e/ou aditivos, o que o difere das demais bebidas do mercado como é o caso dos refrigerantes. A água de abastecimento (torneira) sofre tratamentos e adição de produtos químicos para sua desinfecção.
Para verificação da autenticidade de nossa água em garrafões de 10 e 20 litros, devem ser observados os seguintes parâmetros:
• Presença de lacre íntegro, sem violação com a logomarca da bioleve impressa, além das instruções de uso do garrafão;
• A tampa de fechamento do garrafão possui dois diferenciais: presença de um material de vedação branco, que pode ser visualizado mesmo com o garrafão lacrado e o nome "bioleve" impresso em auto relevo na parte superior da tampa;
• O rótulo do produto, além das informações necessárias possui um painel de "orientação sobre higienização de garrafões".
Estas são as principais características que diferenciam e valorizam o garrafão de 10 e 20 litros da bioleve.
Em primeiro lugar salientamos que a água mineral ainda não é uma commodity, e sim, um produto com características próprias e únicas, diferenciando-se umas das outras pelas suas características e composição físico-química.
É um produto que apresenta valores agregados nem sempre percebidos pelo consumidor, mas que agem gradativamente na melhoria da qualidade de vida. É um produto natural e como tal não sofre tratamento ou adição de produtos químicos.
Boas Práticas de Fabricação, Programas de Qualidade, Maquinários e Tubulações em aço inox e treinamento permanente de pessoal são características de empresa preocupada com a saúde do consumidor.
O nível de automação, a qualidade das instalações, os cuidados no processo, as análises laboratoriais, as embalagens e o frete são fatores que influem no preço do produto.
Nosso setor está sendo atacado por terceiros, que procuram descaracterizar a importância da água mineral natural. Principalmente em garrafões de 10 e 20 litros, procuram confundir o peso dos mesmos com a qualidade que dizem possuir os "purificadores", que transformam a água de abastecimento público, independente da origem e qualidade, em algo "maravilhoso". E necessário ter bastante cuidado ao escolher a água que irá consumir.
A maioria das marcas que se encontram no mercado é gaseificada artificialmente, em um processo industrial idêntico ao dos refrigerantes: retira-se o oxigênio presente no líquido e injeta-se, em seu lugar gás carbônico.
ALTERAÇÕES MAIS FREQUENTES
A água fica verde devido ao desenvolvimento de algas. O problema das algas verdes é tão comum e constante que o próprio PROCON em seu site, explica: "A água mineral não pode estar exposta a luz solar direta ou fonte luminosa".
A exposição do produto a essas condições pode acarretar a proliferação de algas alterando a cor da água que se torna amarela ou esverdeada. Essas mesmas condições devem ser observadas pelo consumidor no armazenamento do produto em sua residência, pois as algas podem se desenvolver em garrafões lacrados e parcialmente consumidos.
As algas são organismos do reino vegetal, presentes naturalmente na microbiota das águas minerais naturais. Elas são microscópicas, porém, como todo organismo fotossintético, utiliza a luz solar para produzir nutrientes orgânicos e se reproduzirem. Pela fotossíntese, através da luz solar, produzem clorofila, que é a responsável pela alteração da coloração da água.
Estas algas não são patogênicas, não causam distúrbios no organismo humano, porém seu aparecimento altera as características visuais e organolépticas da água.
Quando ocorre o desenvolvimento de algas em águas minerais envasadas, estes organismos podem se fixar na parede dos garrafões ou canalizações dos bebedouros e liberar na água vários compostos orgânicos e pigmentos, com odor e sabor desagradável, além de causar alterações das características físico-químicas da água e até entupimento de filtros com formação de limo e flocos.
Os principais fatores são:
• Minerais: A presença de sais e alguns compostos orgânicos e inorgânicos presentes em determinadas fontes de águas naturais, podem influenciar consideravelmente no crescimento das algas e outros microrganismos que fazem parte da microbiota natural não patogênica das águas minerais.
• Luz: É um importante determinante ambiental, pois as algas são organismos fotossintéticos capazes de produzir material orgânico a partir da exposição do garrafão a luz solar direta ou indireta. Algumas algas e bactérias, podem crescer em presença de pequena intensidade de luz.
• Nutrientes provenientes de produtos de limpeza e desinfecção: Resíduos de nutrientes presentes nas mangueiras plásticas, conexões e demais componentes do bebedouro proveniente de processos de desinfecção.
• Nutrientes proveniente do transporte, estocagem e manuseio dos garrafões: Formas incorretas no manuseio, transporte e estocagem dos garrafões podem introduzir nutrientes favoráveis a proliferação de algas.
• Formação de biofilme: Microbiota bacteriana e de algas podem constituir biofilmes de colonização nas superfícies internas da canalização dos bebedouros ou torneirinhas dos mesmos, sendo recomendada a periódica higienização destes bebedouros.
Os cuidados são:
• Nunca exponha o garrafão ao sol ou claridade excessiva;
• Armazene os garrafões em locais adequados, nunca colocados diretamente no chão e próximos de produtos que possam exalar cheiro, alterando as características da água;
• Lavar bem as mãos antes de manipular o garrafão;
• Antes de abri-lo, retirar totalmente o lacre e lavá-lo com detergente neutro, tendo o cuidado de retirar por completo seu residual e/ou passar um papel toalha com um pouco de álcool sem perfume, deixando-o evaporar completamente e enxaguar com água mineral;
• Remover totalmente a tampa antes de virar o garrafão no bebedouro. Higienizar o bebedouro e todos os componentes que entram em contato com a água, como torneiras, mangueiras, conexões e borrachas vedantes a cada troca de garrafão;
• Siga atentamente as instruções presentes no rótulo do garrafão.
Ao adquirir esse produto o consumidor deve atentar para as condições de armazenamento do produto, que nunca deve estar próximo a produtos de limpeza, perfumados, ou outros que possam transferir o cheiro a água ou contaminá-la. Verificar se o produto está intacto e se não há sujidades ou alteração da cor. O produto não pode estar exposto a luz solar direta ou fonte luminosa.
A exposição do produto nessas condições pode acarretar a proliferação de algas alterando a cor da água que se torna amarelada ou esverdeada. Essas mesmas condições devem ser observadas pelo consumidor no armazenamento do produto em sua residência. As alterações podem ocorrer em nossos produtos, caso os mesmos fiquem expostos a diversos fatores que possam interferir em sua qualidade final, desde sua saída da fábrica, até chegar às mãos dos consumidores.
Estamos sempre orientando nossos distribuidores para terem cuidado no transporte, armazenagem incorreta no ponto de venda e exposição inadequada do produto são as causas mais frequentes dos problemas em produtos alimentícios, que infelizmente, nem sempre a empresa pode controlar. No caso dos garrafões retornáveis, a utilização incorreta dos vasilhames para acondicionar substâncias que não água mineral, sua exposição a produtos que exalem odor e até mesmo o próprio bebedouro ou bombas que captam a água dos garrafões, podem alterar seu odor e/ou sabor.
Em bebedouros contaminados por algas que podem ser provenientes do próprio ambiente, são inúmeras as substâncias que as algas são capazes de produzir, podendo levar a água a ficar com gosto ou odor de peixe, solvente, combustíveis e até mesmo medicamento. As algas necessitam de tempo para produzir essas substâncias em níveis que possam ser sentidas e é por isso que muitas vezes no início do consumo do garrafão não se sente nada e após algum tempo apresenta alterações de odor e/ou gosto. Por isso é muito importante a higienização correta do bebedouro, inclusive tirando a torneirinha e a borracha de vedação para higienização
Não. O uso das embalagens de água mineral para acondicionamento de outros produtos é totalmente desaconselhável. Os garrafões são de uso exclusivo para água mineral, portanto não coloque nenhuma substancia estranha e nenhum tipo de produto químico.
Os fatores mais comuns que levam a alteração do gosto e odor em água mineral são:
• Gosto De Água De Coco: Salientamos que em testes realizados em nosso laboratório, os resultados demonstraram que na higienização do garrafão, ao passar álcool na sua superfície e colocá-lo antes da completa secagem do álcool no bebedouro, há formação de um sub produto, que não é prejudicial à saúde, mas pode ocasionar alteração de gosto e/ou odor na água parecendo água de coco.
• Gosto De Plástico: De acordo com a portaria n. 26/1996 do Ministério da Saúde, é determinado um limite de migração total de 50ppm entre material de fabricação do vasilhame e a água envasada. Basicamente existem 04 tipos de resinas plásticas utilizadas para fabricação de embalagens para água mineral no mercado nacional, que são o policarbonato (PC), o polipropileno (PP), compostos vinílicos (V) onde se inclui o PVC e o polietileno tereftalato (PET). Como para um mesmo tipo de resina, a composição varia de um fabricante para outro, pode ocorrer maior migração dependendo da marca e resina, podendo chegar a alterar o gosto da água. Isto pode ocorrer excepcionalmente porque todos são testados antes de sua utilização no envase.
• Gosto E Odores Variados: A água mineral na presença de luz pode desenvolver algas unicelulares. Quanto maior a claridade e alterações na temperatura ambiente, maior a probabilidade de desenvolvimento, causando alterações de sabor, odor e cor. O ideal é se evitar ao máximo a exposição à claridade e aos raios solares diretos ou indiretos. A presença de sais minerais e até mesmo compostos orgânicos presentes em fontes de águas minerais, associadas ao calor e quando a amostra se encontra aberta, ao ar ambiente, esses são fatores suficientes para que as algas se proliferem em quantidade e alterem as características organolépticas da água mineral.
• Detergentes: A disposição de embalagens descartáveis e retornáveis próximas a produtos químicos (incluindo os produtos de limpeza) ou mesmo a higienização do local de armazenagem da água mineral com esses produtos, podem levar a migração de odor e/ou sabor na água. A alteração ocorre através da vaporização de tais substâncias, que ficam dispersas na atmosfera e entram em contato com a superfície externa da embalagem.
Mesmo se tratando de garrafas plásticas, quedas acidentais ou impactos muito fortes podem afetar o produto e até mesmo estourá-lo. Além disso a tampa plástica corre o risco de ser danificada, o que pode causar perda de gás em produtos gaseificados e prováveis alterações no sabor e na aparência do produto.
Não podem ser congelados, pois as embalagens podem se romper com a expansão do líquido no congelamento, provocando vazamento, perda do teor de gás ou alterações no sabor e na aparência do líquido a ser descongelado.
CUIDADOS COM O PRODUTO E CUIDADOS NOS PONTOS DE VENDA
Para a armazenagem adequada dos garrafões é importante tomar os seguintes cuidados:
• Os garrafões devem ser armazenados em ambiente limpo, fresco, seco e longe de produtos químicos em geral;
• Nunca se deve armazená-los diretamente no chão;
• Não expor o garrafão a luz solar e calor excessivo, como por exemplo, em lavanderias, ao lado de motores quentes, vitrô da cozinhas e outros;
• É importante que os garrafões não permaneçam em locais perto do fogão (devido ao excesso de fritura e gordura), ao alcance de crianças (pois as mesmas podem introduzir objetos e produtos em seu interior), animais ou expostos à chuva, poeira, insetos e outros;
• O garrafão deve ser consumido após aberto no máximo em 15 dias e se necessário deve-se efetuar a troca do garrafão de 20 pelo de 10 litros;
• Os garrafões são de uso exclusivo para água mineral, portanto não deve ser colocado nenhuma substância estranha e nenhum tipo de produto químico dentro dos garrafões vazios.
Recomenda-se a higienização dos bebedouros da seguinte maneira:
• Bebedouros Não Refrigerados: A cada troca de garrafão deve-se desprezar a água que ficou na cuba (interior do bebedouro), lavar a cuba internamente com detergente neutro (sem cheiro), enxaguar bem e jogar água fervendo, deixando esgotar pela torneira. As torneiras e as borrachas vedantes devem ser retiradas/desmontadas quinzenalmente ou cada troca de garrafão, coloque-as em recipiente contendo a seguinte solução: 01 colher de sopa de bicarbonato de sódio (vendido em supermercado) para cada litro de água por 20 minutos. Repita esse procedimento também para a cuba do bebedouro. Em seguida, enxágue muito bem com água limpa (de preferência água mineral) para retirar todo resíduo da solução de bicarbonato de sódio. Monte o bebedouro e depois de enxaguar com água mineral, enxágue novamente com água fervendo, deixando escoar toda a água pela torneira. Imediatamente coloque o garrafão para consumo.
• Bebedouros Refrigerados: A cada troca de garrafão deve-se desprezar a água que ficou na cuba (interior do bebedouro), lavar a cuba internamente com detergente neutro (sem cheiro), enxaguar bem e jogar água fervendo. Deixar esgotar água fervendo pelas torneiras, uma vez que as mesmas não são desmontadas. Quinzenalmente ou cada troca de garrafão deve-se fazer uma higienização no bebedouro com uma solução de bicarbonato. Para preparar esta solução, encha um garrafão vazio - até a metade com água limpa e misture 5 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio (vendido em supermercados). Coloque o garrafão no bebedouro e deixe que esta solução escoe metade em cada torneira. Enxágue muito bem com água limpa ou do próprio garrafão de consumo. Imediatamente coloque o garrafão para consumo.
Antes de colocar os garrafões para consumo deve-se proceder da seguinte forma:
• Lave bem as mãos antes de manipular o garrafão;
• Antes de abri-lo, retirar totalmente o lacre;
• É recomendado lavá-lo por inteiro com detergente neutro e enxaguar bem, e/ou então passar um papel toalha com um pouco de álcool (sem perfume), deixando-o evaporar e enxaguando com água mineral;
• Deve-se então remover totalmente a tampa antes de virar o garrafão no bebedouro, pois a presença da mesma pode formar acúmulo de microrganismos e resíduos, que passariam para a água, onde podem se proliferar devido à ausência de produtos químicos que inibam seu crescimento.
Os cuidados no ponto de venda são tão importantes quanto ao do envase da água mineral:
• As áreas externas devem ser pavimentadas e livres de entulhos;
• Teto deve ser isento de vazamentos e goteiras;
• Piso deve estar em nível elevado em relação à rua para permitir o escoamento da água;
• Parede, piso e teto devem ser secos, sem infiltração, umidade e bolor e devem ser laváveis;
• Lavar o depósito no mínimo uma vez por semana e não utilizar produtos de limpeza com cheiro forte; • As pias e banheiros devem ser separados das áreas de estocagem;
• Local de armazenagem deve ser fresco, ventilado e longe de incidência excessiva de luz solar. Nunca expor ao sol, calor, claridade e outras intempéries como vento, chuva, poeira e etc.;
• A grama, quando houver, deve ser aparada, a fim de não se constituir um foco de proliferação de pragas;
• Deve existir área própria e isolada ou demarcada para produtos devolvidos;
• Os ralos internos devem ser evitados. Se necessários, devem ser sifonados e tampados para evitar maus odores e a entrada de pragas e contaminação com microrganismos e fungos;
• As áreas de armazenagem devem ser mantidas livres de resíduos e sujeiras;
• Prazo de validade estabelecido pelo envasador e constante dos rótulos deve ser rigorosamente respeitado e produtos em desacordo com o mesmo não devem ser comercializados;
• As instruções quanto ao empilhamento devem também ser respeitadas. Garrafões devem ser estocados a uma altura de 25 cm do chão e distanciado 45 cm da parede e 60 cm do teto, respeitando o empilhamento máximo de 4 unidades, intercaladas com chapas. Nunca colocar o produto diretamente no chão, utilizar paletes;
• Primeiro produto a entrar no armazém deve ser o primeiro a sair. Esta é uma norma internacional muito conhecida como PEPS (Primeiro que entra/primeiro que sai).
O Veículo destinado ao transporte das embalagens deve ser inspecionado antes da operação de carga e só deve ser utilizado se satisfazer as seguintes condições:
• Apresentar COMPARTIMENTO DE CARGA LIMPO, SEM ODORES OU PONTAS. Como por exemplo pregos, lascas e outros;
• Não apresentar a MENOR EVIDÊNCIA DE PRESENÇA DE INSETOS, ROEDORES, PÁSSAROS, UMIDADE, MATERIAIS ESTRANHOS E ODORES INTENSOS (produtos químicos, soja, carne, etc.) e apresentar boas condições de higiene;
• Possuir LONAS E FORRAÇÕES IMPERMEÁVEIS, isentas de furos e rasgos, devendo estar limpas, secas e sem odores ou resíduos que possam contaminar ou sujar as embalagens. A utilização da lona é obrigatória, mesmo que o percurso seja curto;
• EMPILHAMENTO MÁXIMO do produto deve ser respeitado, para não danificar as embalagens;
• EMBLOCAMENTO E A AMARRAÇÃO devem ser bem firmes, usando cantoneiras para evitar danos ocasionados pelas cordas. As lonas devem ser dispostas bem esticadas para evitar acúmulo de água na superfície;
• Os caminhões devem ser EXCLUSIVOS PARA ÁGUA e não se recomenda transportar outros produtos junto com a água mineral;
• Os MADEIRITES devem estar sempre secos e limpos; devem ser plastificados ou envernizados (verniz NAVAL);
• Os GARRAFÕES VAZIOS devem viajar deitados para impedir sujidades no gargalo e corpo estranho no interior (pedaços de madeirites, folhas, etc.);
• Os caminhões devem atender a Regulamentação de Transporte de Produtos Alimentícios – Portaria CVS N° 15 – Decreto Estadual N° 12.342.
O distribuidor é parte integrante do processo de qualidade dos garrafões envasados, não só após o recebimento do produto final, mas na qualidade dos garrafões enviados à fonte para envase. Quando recebemos garrafões sujos, com resíduos de tampas, lacre e rótulos, atrasamos o processo, reduzindo a produtividade, afetando o tempo de espera do caminhão para o carregamento e até mesmo o custo do garrafão.
Os garrafões nestas condições devem ser lavados manualmente antes de entrar no processo para evitar que resíduos cheguem na lavadora. A bioleve, conta com o apoio dos distribuidores e consumidores para a garantia da qualidade dos produtos envasados.